
Fui ao campo de concentração de Bergen,Belsen, o campo onde em 1945 morreu Anne Frank
Vale a pena recordar que Anne Frank nasceu em Frankfurt em 1929 e que morreu aos 15 anos vitima de tifo, durante a 2ª grande guerra viveu escondida com a família em Amsterdão num anexo de quartos por cima do escritório do Pai.
Enquanto vivia no seu anexo secreto, Anne Frank , escreveu um diário a que deu o nome de Kitty, á Kitty, Anne Frank contava tudo, o que fazia, o que via, o que pensava, Kitty era a sua única e fiel amiga.
Ao fim de longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabou por ser denunciada aos nazis e deportada. Primeiro foi levada juntamente com a família para Westerkerk na Holanda, antes de serem deportados para o leste da Europa. Anne Frank foi deportada inicialmente para Auchwitz juntamente com os pais, irmã e as outras pessoas com quem se refugiava na casa de Amsterdão (hoje casa-museu). Depois levaram-na para Bergen,Belsen, juntamente com a irmã, separando-a dos pais. Em 1945, nove meses após a sua deportação, Anne Frank morre de tifo. A irmã,Margot Frank tinha falecido também vítima do tifo e da subnutrição um dia antes de Anne. Tinha quinze anos. Morre duas semanas antes de o campo ser libertado.
O seu Diário guardado durante a guerra, foi publicado pela primeira vez em 1947. O diário está actualmente traduzido em 67 línguas e é um dos livros mais lidos do mundo. A casa em Amsterdão onde se escondeu e escreveu o diário é hoje um museu visitado por pessoas do mundo inteiro.Hoje, é um dos mais famosos símbolos do Holocausto.
O campo de concentração é um local preservado e dedicado á reflexão, ao contrário de outros locais de extermínio, em Bergen,Belsen não existe uma única estrutura dessa época, apenas um enorme vazio no meio de uma floresta, um memorial aos milhares de mortos uma enorme cruz de madeira construída e erguida pelos prisioneiros polacos que sobreviveram e uma casa do silêncio, local de reflexão despido de qualquer objecto, apenas 20 bancos de madeira e uma enorme pedra que serve de altar.
No enorme espaço vazio do campo só se ouve natureza e o que mais impressiona são umas elevações planas cobertas de relva, talvez uns dois metros acima do solo, e com inscrições numéricas, 5000, 12000, 17000 e por ai fora, são a memória de quem ali viveu e morreu , são as valas comuns onde repousam as mais de 100 mil pessoas que ali morreram entre 1940 e 1945.
Para mim que li o Diário de Anne Frank várias vezes, foi uma experiência estranha, afinal ler um diário é conhecer a pessoa, é saber do que gosta o que pensa…hoje fez-se luz, compreendi o horror da guerra, e percebi que não existe nada melhor que a paz…que a vida.